O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), fez críticas nesta terça-feira (3) à condução do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) durante as eleições de 2026 e afirmou que quem comanda a Corte Eleitoral deve ter uma postura de “árbitro equidistante”. Em postagem no X, Gilmar Mendes afirmou que o colegiado do TSE foi responsável por assegurar que a disputa eleitoral transcorresse “dentro das regras do jogo democrático”.
O ministro, no entanto, declarou que a preservação da institucionalidade não deveria depender de uma reação do conjunto dos ministros a cada eleição. “De quem está na condução do órgão que organiza o pleito espera-se a postura de árbitro equidistante que a Constituição pressupõe”, escreveu.
TSE diz que eleição transcorreu em segurança e que as dificuldades com prorrogação não comprometeram o processo eleitoral - Esta reportagem está em atualização Gilmar Mendes também afirmou que, à frente de órgãos de elevada importância, “silêncios e hesitações não são neutros”. Segundo o ministro, essas posturas podem abrir espaço para decisões contraditórias e fazer com que outras instâncias atuem em questões que, na avaliação dele, poderiam ter sido resolvidas anteriormente.
“Podem abrir espaço para decisões contraditórias, levar outras instâncias a suprir, pelas vias próprias, o que poderia ter sido resolvido desde a origem e servir de pretexto a quem insiste em atacar um sistema eleitoral íntegro e confiável.” Na publicação, o ministro afirmou ainda que a atuação conjunta dos integrantes do TSE cumpriu seu papel neste ano. “Desta vez, a colegialidade cumpriu seu papel.
A solidez do processo eleitoral, contudo, não pode depender apenas da força do colegiado”, escreveu. Ministro Gilmar Mendes Victor Piemonte/STF


