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via G1

Alasca pode protagonizar uma das maiores derrotas de Donald Trump nas eleições

03/11/2026

Eleição americana tem disputas acirradas no Texas e Alasca A correspondente Carolina Cimenti foi para o Texas, que é a principal base eleitoral do Partido Republicano, e por isso mesmo é um dos mais importantes alvos para o Partido Democrata nessa eleição. "Está animado por aqui.

Olha, se em 2024 os republicanos conseguiram construir uma muralha vermelha de votos para eleger Donald Trump em vários estados, a fortaleza dessa muralha era o estado do Texas. Só que essa fortaleza republicana agora, nessas eleições, ela está em jogo.

Desde 1988 os texanos não elegem um democrata para o Senado americano. Segundo as pesquisas, isso pode mudar hoje.

Os texanos ainda estão votando, olha só, bastante movimento por aqui. E eles estão bastante mobilizados.

Lá no oeste do estado, na região de El Paso, as urnas ainda vão ficar abertas até as 23h do horário de Brasília. Mas a gente sabe, já falou sobre isso, tudo aqui no Texas é muito grande.

É a segunda maior economia dos Estados Unidos, é o estado com a segunda maior população e é o segundo estado mais importante nas eleições presidenciais. Por isso, a campanha legislativa dos candidatos democrata e republicano aqui no Texas se tornou a campanha mais cara da história dos Estados Unidos.

Óbvio, os dois partidos estão de olho no que os texanos vão fazer daqui dois anos, na próxima eleição presidencial. Mas não é só esse estado de maioria republicana que os democratas estão querendo conquistar da mão do Partido Republicano.

Lá no outro lado do país, um estado com uma população muito menor do que a do Texas, o Alasca, está chamando muita atenção. E as urnas por lá vão continuar abertas até as 3h do horário de Brasília", diz a correspondente Carolina Cimenti. 📱Favorite o g1 no Google e acompanhe as principais notícias do dia O Alasca não costuma estar no centro das atenções.

É um estado distante, que tradicionalmente vota no Partido Republicano, mas que tem pouca expressão na política nacional, e agora pode protagonizar uma das maiores derrotas de Donald Trump nessas eleições. 95% da comida no Alasca vem de fora. Quase tudo de navio.

Desde fevereiro de 2026, quando o governo Trump começou a guerra contra o Irã, o diesel ficou 70% mais caro e a conta do frete foi repassada para os consumidores. A realidade abalou a reeleição do senador republicano Dan Sulivan, que apoia as medidas do presidente.

Nas pesquisas de intenção de voto, ele aparece ligeiramente atrás da candidata democrata, Mary Peltola. Ela promete baixar o custo de vida e priorizar pescadores locais e indígenas.

A pesca é um dos pilares da economia no estado. Alasca pode protagonizar uma das maiores derrotas de Donald Trump nas eleições Jornal Nacional/ Reprodução Um terceiro candidato ao Senado também virou notícia, mas pelo nome: o mesmo do republicano que tenta a reeleição.

Dan J. Sulivan é professor aposentado, mora em uma cidade de 3 mil habitantes, nunca tinha se envolvido com política e disse que se candidatou porque está insatisfeito com o governo.

O Partido Republicano acusa a campanha de Mary Peltola de estar por trás da candidatura do professor para tentar confundir os eleitores. Uma investigação do “New York Times” revelou que aliados da democrata articularam, nos bastidores, a entrada do candidato para dividir os votos que iriam para o republicano Sulivan.

A candidata democrata nega qualquer envolvimento. Forrest Nabors, professor na Universidade do Alasca, explicou: "O eleitor no Alasca pega a cédula e vê dois Dan Sulivans – um, o republicano que tenta a reeleição, e o outro, esse professor aposentado independente.

Se não prestar atenção, você pode votar para o Dan Sulivan errado. E, em uma eleição apertada como esta, uma margem de erro de 3% pode determinar o resultado”.

A apuração no Alasca pode demorar até duas semanas. Esse é, de longe, o maior estado americano em território, mas com a terceira menor população, que vive espalhada em zonas remotas.

Além disso, por ser no extremo norte do planeta, lá neva muito. Algumas áreas só dá para acessar de avião.

Quem vota pelo correio tem até esta terça-feira (3) para enviar a cédula, que precisa chegar até um dos cinco centros de apuração. Em Anchorage, onde vivem 40% da população do Alasca, eleitores passaram mais de duas horas na fila para votar.

Um eleitor afirma: "É a chance de dizer o que acreditamos que precisa acontecer e temos que usufruir desse direito”. GloboPop: clique para ver os vídeos do palco do Jornal Nacional LEIA TAMBÉM Sandra Cohen: Eleições nos EUA: à espera de uma derrota, Trump ensaia o papel de 'Sr.

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